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“A senhora conhece alguém que não goste de ouvir histórias, conhece
alguém que tenha respondido não à pergunta: você quer ouvir uma
história? A senhora mesma não vale, claro, sua situação é diferente,
não teve opção, foi obrigada, está sendo obrigada a me ouvir, digo em
condições normais […], as pessoas precisam disso, ouvir e contar
histórias, faz parte, e se a senhora não está gostando da minha só
posso dizer que sinto muito, muitíssimo, mas ainda assim continua- rei
contando, porque é necessário, absolutamente necessário – para mim pelo
menos – continuar contando até o fim”.
Muito (muito mesmo) já se falou sobre A confissão, de Flávio Carneiro,
romance publicado pela primeira vez em 2006 e que já teve até agora
alguns milhares de exemplares vendidos, bem como uma das melhores
recepções críticas e acadêmicas da literatura brasileira, adotado em
vestibulares, cursos da educação básica e superior e corpus de dezenas
de trabalhos acadêmicos; uma prova do porquê disso tudo pode ser
encontrada no excerto que inicia esta nota.
Com ilustrações e capa de Hallina Beltrão e rico posfácio da
pesquisadora Fernanda Marra, a novíssima edição de A confissão é a
estreia de Flávio Carneiro pela Martelo Casa Editorial. O livro conta
ainda com orelhas de Maria José Silveira, e textos de quarta capa de
Milton Hatoum, Luiz Ruffato e Beatriz Resende.
O volume 06 da ‘coleção só prosa’, ‘série brasileira’, que traz alguns
dos principais nomes da nossa literatura, tem a alegria de revisitar
este clássico contemporâneo, agora com nova roupagem em nova casa, mas
o mesmo clássico (afinal, “clássico é clássico e vice-versa”). Uma
história de tirar o fôlego, considerada por outros grandes autores um
dos melhores romances contemporâneos, cujo fio condutor se dá a partir
do sequestro de uma mulher por um homem para que ele lhe conte a sua
história, permeada de prazer, medo, mistério e tentações.
Para saber mais, somente lendo. É uma prosa só!
Miguel Jubé
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